Destaques da Economia Brasileira (de 25 a 29/11/19)

  • 29/11/2019
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  • Categoria(s): Notícias Agrí­colas |

Economia Brasileira

Durante a semana o dólar operou com ascendência e após atingir um pico de R$ 4,2586 na quarta-feira, recuou na quinta, mas voltou a indicar alta durante o dia de hoje. No mercado brasileiro, esta sexta-feira será registrada pela Black Friday que tem expectativa de faturar 4% a mais do que o resultado obtido em 2018. A liberação do saque do FGTS deve contribuir para este fator. Confira mais destaques da economia brasileira e internacional:

Economia Brasileira

Dólar: A cotação do dólar voltou a subir após alguns indicadores operarem em queda durante alguns períodos nesta sexta-feira (29), em sessão volátil marcada pela formação da Ptax, com os investidores de olho na decisão do Banco Central do Chile de intervir no câmbio local. Às 16h24, a moeda norte-americana tinha alta de 0,47%, a R$ 4,2357. Na máxima do dia até as 17h00, havia atingido R$ 4,2394. Na véspera, o dólar fechou em queda de 1%, vendido a R$ 4,2158 – um pequeno alívio na cotação após três recordes de alta seguidos. No entanto, no mês ainda há alta acumulada de 5,14%. No ano, o avanço é de 8,82%.

Black Friday: O dia hoje foi marcado pela Black Friday, que neste ano, deve render mais ao comércio brasileiro do que em 2018. Segundo as projeções da Boa Vista SCPC, o faturamento em 2019 deve ser 4% maior comparado ao resultado do ano anterior. A liberação do saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é um dos fatores para o aumento das expectativas. A venda de eletroeletrônicos é a principal aposta do comércio para a data. Segundo fabricantes do setor, a indústria produziu um volume 9,6% maior no terceiro trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado — de olho tanto na Black Friday quanto no Natal.

Custo Brasil: O “custo Brasil” — termo que se refere às regras burocráticas, riscos judiciais, tributos complexos e outras barreiras para fazer negócios — aumenta as despesas dos empresários em R$ 1,5 trilhão por ano na economia brasileira. O montante representa 22% do Produto Interno Bruto do país, segundo dados de um estudo do Ministério da Economia. Os empresários brasileiros gastam 1.501 horas por ano para declarar impostos, que consomem 65% dos seus lucros. A média nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) são 161 horas-ano e 40% dos lucros usados para tributos.

Petrobras corta investimentos em 10%: A Petrobras anunciou que planeja investir US$ 75,7 bilhões entre 2020 e 2024. O valor é US$ 8,4 bilhões ou 10% menor do que o estimado no plano anterior, de 2019 a 2023. Segundo a estatal, 85% do total será destinado ao segmento de exploração e produção, com foco no pré-sal. A meta é alcançar uma produção de 2,2 milhões de petróleo por dia no ano que vem. A Petrobras também informou que prevê desinvestimentos de US$ 20 bilhões a US$ 30 bilhões no período, sobretudo entre 2020 e 2021.

Agronegócio e Balança Comercial

Na 4ª semana de Novembro de 2019, a balança comercial registrou superávit de US$ 0,485 bilhões e corrente de comércio de US$ 7,077 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 3,781 bilhões e importações de US$ 3,296 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 13,498 bilhões e as importações, US$ 10,781 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,717 bilhões e corrente de comércio de US$ 24,279 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 199,033 bilhões e as importações, US$ 161,395 bilhões, com saldo positivo de US$ 37,638 bilhões e corrente de comércio de US$ 360,429 bilhões.

Nas exportações, comparadas as médias até a 4ª semana de Novembro/2019 (US$ 899,85 milhões) com a de Novembro/2018 (US$ 1.046,95 milhões), houve queda de -14,1%. Em relação às importações houve queda de -14,8% na comparação entre as médias até a 4ª semana de Novembro/2019 (US$ 718,72 milhões) com a do mês de Novembro/2018 (US$ 843,11 milhões).

No acumulado até a 4ª semana do mês de Novembro/2019, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 1,02 milhões ( 0,6%) no Agronegócio; queda de US$ -53,08 milhões (-24,9%) em Indústria Extrativa e queda de US$ -97,56 milhões (-15,2%) em produtos da Indústria de Transformação. (SECEX).

Economia Internacional

A Guerra Comercial entre Estados Unidos e China está cada vez mais próxima de um acordo, mas enquanto isso, os EUA estão começando a virar o jogo nesta disputa. Nos mercados financeiros, os norte-americanos tem apresentando certa superação frente a China. O dólar está fortalecido e os títulos do Tesouro americano se mantiveram em bons patamares durante o ano. Mesmo com três cortes na taxa de juros, as ações dos EUA estão registrando uma série de recordes. Enquanto isso, as ações chinesas, o yuan e os títulos do governo do país lutaram recentemente para encontrar impulso.

Nesta sexta-feira, foi registrada uma aceleração nas vendas de ações por conta da queda repentina de ações em Hong Kong que se espalhou pelo mercado continental, onde os investidores obtiveram lucros em favoritos, como a fabricante de bebidas Kweichow Moutai Co. O desempenho superior foi especialmente notável nos últimos meses, com o índice S&P 500 sendo negociado no seu nível mais caro já visto em relação ao Shanghai Composite Index.

O cenário destaca as forças divergentes que sustentam o sentimento nos mercados financeiros dos países: a inclinação do Federal Reserve a uma postura classificada como "dovish" (mais favorável a taxas de juros mais baixas e menor preocupação com a inflação) no ano passado apoiou o sentimento de risco nos EUA, cuja economia se manteve melhor do que o previsto. Enquanto que na China, o banco central manteve sua abordagem prudente ao estímulo, mesmo com uma série de dados econômicos decepcionantes. As consequências incluem aumento do estresse financeiro e a expansão do crescimento econômico ao ritmo mais lento desde o início dos anos 1990.

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