Carne bovina: preço dispara e churrasco de fim de ano pode ficar mais salgado

  • 11/11/2019
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  • Categoria(s): Mercado de Carnes |

Churrasco de fim de ano

Ao que tudo indica, o brasileiro que optar pelo tradicional churrasco nas festas de fim de ano terá de preparar o bolso, é que os preços dos cortes, sejam lá de carne de bovinos, suínos e frangos, estão bem mais salgados, e os motivos da alta são o período de entressafra e a demanda externa.  

Boa parte da evolução dos preços da carne bovina brasileira deve ser creditada ao apetite dos chineses, sobretudo, devido ao aumento do número de novas plantas exportadoras brasileiras, mas a China não está sozinha no crescimento das vendas do produto para o mercado externo, que promete ficar até acima dos 10% previstos pelo setor em 2019.

Segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), além do apetite chinês, pelo menos cinco países estão mantendo um crescimento ininterrupto em suas aquisições, são eles: Rússia, que voltou a adquirir o produto em 2019, Emirados Árabes, Turquia, Filipinas e Uruguai.

No atacado da Grande São Paulo, principal centro consumidor do país, o preço da carne bovina atingiu uma métrica histórica, puxada pela forte demanda da China, em contraposição com uma oferta mais restrita de animais para abate, foi o que divulgou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), nesta segunda-feira(11).

O Cepea trouxe um comparativo de valores da arroba bovina no Estado de São Paulo, que superou na última sexta-feira (08), os 180 reais pela primeira vez, com uma economia com sinais de recuperação também influenciando nas cotações. Segundo a pesquisa do Cepea, o preço da arroba atingiu 181,90 reais, acumulando alta de 6,5% no mês de novembro.

Quando se deflaciona a série histórica, o patamar atual é superado pelo preço visto em abril de 2016, de 182 reais, e ainda fica um pouco distante da histórica cotação de 190,84 reais, de abril de 2015, valor que também considera a inflação no período, segundo cálculos do Cepea.

Para se ter noção em valores, na  última sexta-feira (08), a chamada "carcaça casada" do boi (traseiro, dianteiro e ponta de agulha) atingiu 12,35 reais por quilo, maior patamar da série do Cepea, iniciada em 2001. Até então, o maior preço já registrado, de 12,21 reais por quilo, havia sido visto em abril de 2015 (valor deflacionado) pela pesquisa do Cepea.

Em outras praças os preços também dispararam. Em Belo Horizonte, o preço médio do quilo do patinho passou de R$ 23,29 para R$ 25,07, um aumento de 7,64% em um mês. Na carne de porco, a bisteca com costela custava em média R$ 14,15 e subiu para R$ 14,72, alta de 4%. No frango, o quilo da coxa e sobre coxa subiu 2,9%, o preço médio que era R$ 8,27 passou para R$ 8,51. 

 *Com informações do Cepea/Reuters

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