Mercado do boi gordo segue em patamares recordes, sustentado pela baixa oferta de animais prontos para o abate

  • 18/10/2019
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  • Categoria(s): Mercado de Carnes |

Cotação boi gordo

A demanda internacional pela carne bovina brasileira continua em ritmo acelerado, especialmente por parte da China. Segundo analistas do Cepea,  a média do Indicador do boi gordo ESALQ/B3 tem atingido nas parciais de outubro índices recordistas, tanto em termos nominais como em reais.

Nessa quinta-feira (17),  o indicador fechou a R$ 163,15. A cotação do boi gordo no preço à vista, também teve alta em 13 das principais praças produtoras e comercializadoras.  O destaque é para região  Norte de Minas Gerais, cuja cotação valorizou 1,9% na comparação dia a dia. O preço também sofreu  elevação no mercado atacadista.  O boi casado de animais castrados ficou cotado a R$11,10/kg, com alta de 0,5%  no comparativo ao fechamento anterior.  

Vale dizer que nos últimos trinta dias, a cotação tem apresentado alta em todas as praças pecuárias monitoradas por grandes consultorias. Os patamares recordes se justificam pelo bom desempenho nas exportações e pela oferta restrita.  

Só para ter uma noção, no acumulado das duas primeiras semanas de outubro, o Brasil embarcou uma média diária de 8,2 mil toneladas de carne bovina in natura. Se a cadência no volume de embarques se mantiver assim,  até o fechamento de outubro serão exportadas 188,76 mil toneladas, um recorde segundo os especialistas.

 De acordo com a equipe de  Exportação Agro/Cepea, somado a disparada nos preços, o volume produzido pelo ramo pecuário também manteve expansão no período, com avanços registrados tanto dentro da porteira quanto na agroindústria.

Pesquisadores do Cepea apontam que esses fatores positivos se sobrepuseram ao aumento dos custos de produção e garantiram o crescimento acumulado pelo PIB do ramo pecuário, que cresceu 2,30% em julho e 7,04% nos 7 primeiros meses deste ano.  

Fatia da expansão do comércio global

De acordo com o relatório  do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado na semana passada, impulsionado pela alta demanda de consumo na Ásia, o Brasil deverá ser responsável por uma grande fatia da expansão global de carne bovina em 2020. É que o USDA projeta para o próximo ano um volume recorde de 2,6 milhões de toneladas nas exportações de carne bovina brasileira.

Até o final deste ano, a expectativa do USDA é de que o Brasil exporte 2,25 milhões de toneladas. Já produção de carne bovina global deverá aumentar 1% em 2020, para 61,9 milhões de toneladas, tendo como referência o  peso equivalente carcaça. A produção brasileira é estimada em 10,8 milhões de toneladas e o consumo doméstico de carne bovina é projetado em 8,24 milhões de toneladas em 2020.

*Com informações do Cepea e USDA

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