TEC do trigo e as influências no preço do trigo brasileiro

  • 17/10/2019
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  • Categoria(s): Mercado de Trigo |

Cotação do Trigo

A isenção da tarifa externa comum (TEC) para países fora do Mercosul abre novamente as possibilidades para a importação principalmente do trigo norte-americano para o Brasil. Esta politica sobre a TEC pode causar pressão nos preços do trigo brasileiro e deixar a Argentina menos competitiva no mercado...

De acordo com as últimas insinuações do Governo Federal do Brasil, a isenção da tarifa externa comum, a TEC poderá ser aprovada no início de janeiro de 2020, sob a justificativa de que o Brasil está em déficit com os Estados Unidos em relação a isenção das tarifas.

O que se fala é que o volume a ser liberado é de 750.000 toneladas, algo que supriria o consumo de trigo por mais ou menos 30 dias, se tratando de todo o território brasileiro, ou cerca de 3 a 4 meses, direcionando este volume à Região Nordeste do país, já que é a área de mais fácil acesso e proximidade com o Golfo do México em caso de compra do trigo norte-americano.

A TEC hoje corresponde a uma tarifa de 10% sobre a receita da importação do trigo do mercado externo e 25% de taxa sobre o frete marítimo, tornando inviável a exportação de trigo norte-americano para o Brasil principalmente.

Mas o que muda para o trigo brasileiro?

Embora o volume de 750 mil toneladas de isenção da TEC para os países fora do Mercosul não seja algo tão expressivo, já que a demanda de trigo no Brasil gira em torno de 12 milhões de toneladas e o Brasil produz menos da metade deste volume. Mas a possibilidade de abertura deste mercado gera uma pressão nos preços do mercado doméstico, especialmente se o dólar estiver em patamares menores e o trigo argentino também operar com preços atrativos.

A Argentina, que corresponde a 90% das importações de trigo do Brasil,  espera colher uma safra recorde no ciclo 2019/20 de 21,5 milhões de toneladas e escoar essa produção não vai ser uma tarefa fácil se os preços não forem atrativos.

Já os Estados Unidos, embora não esteja com bons números nas suas estimativas, a Guerra Comercial entre EUA e China, tem reduzido significativamente a demanda do trigo norte-americano, o que aumenta a sua oferta para comercialização com outros mercados.

Outros dois países que estão de olho nessa isenção da TEC é a Rússia e a França. Sendo o maior produtor mundial de trigo, a Rússia espera ansiosamente poder abrir mercado e relações de negócios com o Brasil.

Deste modo, os produtores brasileiros de trigo tem um grande desafio a enfrentar, assim como as cooperativas, moinhos e toda a cadeia produtiva do cereal. Já que muitas vezes o mercado interno perde negócio por conta do seu maior preço na matéria prima e derivados de trigo.

E você? Acha que a TEC irá influenciar positiva ou negativamente no mercado do trigo do Brasil?

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