Paraná dá “salto qualitativo” na produção agropecuária com medida que suspende a vacinação do rebanho contra a febre aftosa, afirma governador

  • 17/10/2019
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  • Categoria(s): Notícias Agrí­colas |

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A  partir de novembro, o Paraná deixará de vacinar contra a febre aftosa o rebanho  de  bovinos e bubalinos do estado. Durante cerimônia de assinatura da Instrução Normativa que autoriza a suspensão da vacinação, realizada no último dia 15, no Palácio do Iguaçu, em Curitiba,  a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, declarou  que a medida abre a perspectiva de novos mercados para a carne bovina brasileira.

“O Brasil têm uma oportunidade gigante de ser um grande exportador não só para a China como para outros países. Então, o Paraná dá um passo importante, mas as coisas não acontecem de uma hora para outra. Tudo tem um passo-a-passo, e o Paraná começou com pé direito”, afirmou a ministra.

Segundo informações do governo de estado,  a partir de 31 de outubro, passa a vigorar a proibição do uso e a comercialização da vacina em todo território paranaense.  A medida atende o compromisso do Estado de conquistar o status de área livre da aftosa.  A suspensão da vacinação dará início à campanha de cadastramento obrigatório de um rebanho de 9,2 milhões de cabeças, com vigilância sanitária redobrada.

Se o produtor não realizar o cadastro ficará sujeito a penalidades e não receberá a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento obrigatório para o trânsito de animais. A primeira campanha de atualização do cadastro de rebanhos acontecerá de 1º a 30 de novembro.

“É um momento histórico do Estado”, afirmou o governador Ratinho Junior.  Ele destacou que o Paraná atinge um novo patamar sanitário no agronegócio mundial e que o fim da vacinação contra a aftosa permite aos produtores do Estado conquistar novos mercados nas cadeias de todas as carnes.

Para Tereza Cristina, o Paraná inaugura uma nova era sanitária no País. “ O Paraná fez todo o dever de casa. Esse é o início, é o primeiro passo” destacou a ministra.  Ela enfatizou que ainda há outros passos para dar, porém, com a medida o Paraná se tornará uma excelência nas cadeias produtivas dos animais. 

Segundo Norberto Ortigara, secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, a decisão de suspender a vacinação se deve à qualidade do serviço de sanidade do Estado, atestada por meio de duas auditorias do Ministério da Agricultura no ano passado.

Tereza Cristina destacou que a sanidade animal no Brasil é de qualidade e para continuar evoluindo o produtor rural deve cumprir seu papel, o estado deve fiscalizar e educar, as federações devem promover o empreendedorismo e o Mapa deve trabalhar na abertura de mercados para equilibrar a produção. “Estamos fazendo harmonização entre setor público, setor privado e produtivo, agroindústria e produtor rural. Temos que trabalhar juntos. Temos oportunidades enormes passando”.

“O Paraná se preparou para esse momento”, disse o secretário estadual de Agricultura, Norberto Ortigara. Ele ressaltou que os próximos passos são ampliar os mecanismos de vigilância, com georreferenciamento e inteligência estratégica, para impedir qualquer reintrodução do vírus no estado.

“Nada de receber visitas de outra parte do mundo sem o protocolo adequado. Tudo visando o fortalecimento da economia do agricultor, da economia do estado do Paraná e da chance de trazer mais dinheiro para o Brasil”, enfatizou.

Instrução normativa

A assinatura da Normativa cumpre mais uma das etapas de todo o processo  que visa a obtenção do reconhecimento de Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação pelo Ministério da Agricultura, com prazo até setembro de 2020, e pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em maio de 2021

Essa etapa está dentro do objetivo brasileiro de ampliar gradualmente as áreas sem vacinação contra a doença no país, previsto no plano estratégico 2017-2026  Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa, o PNEFA 2017/2026.

O monitoramento do Paraná será feito pelo Ministério para avaliar a atuação dos postos de fiscalização nas divisas. Posteriormente, o Ministério irá reconhecer nacionalmente o estado como área livre da febre aftosa sem vacinação.

A suspensão da vacina representa uma economia estimada em R$ 30 milhões para os produtores paranaenses. Segundo o chefe da Divisão de Febre Aftosa do Ministério, Diego Viali dos Santos, as doses de vacinas contra a febre aftosa estocadas no Paraná serão remanejadas pela iniciativa privada para os estados que ainda irão aplicar o produto.

*Com informações da AEN/Mapa

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