Fertilizantes agrícolas correm o risco de ficar mais caros após o ataque à petrolífera da Arábia Saudita

  • 20/09/2019
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  • Categoria(s): Notícias Agrí­colas |

Notícias agrícolas

O ataque às instalações petrolíferas da Arábia Saudita fez o preço do petróleo atingir o maior patamar dos últimos 28 anos, desde a Guerra do Golfo em 1991. Essa disparada encareceu diferentes tipos de produtos, alguns de suma importância para o agronegócio, como os fertilizantes.

De acordo com o consultor em gerenciamento de riscos da INTL FCStone a matéria-prima que vem dessa região, é usada para produzir fertilizantes vendidos no mundo inteiro. Assim, a dificuldade para obter esses recursos pode elevar os insumos.

A Arábia Saudita é responsável pela produção de aproximadamente 6,0 milhões toneladas ano do fertilizante fosfatado, o que equivale 5% anual do uso mundial. Este fertilizante, é um dos mais importantes para o Brasil e o mundo, e que está sendo utilizado agora no plantio da soja.

Já o fertilizante nitrogenado, que também possui grande importância, é utilizado no cultivo do milho safrinha, logo após a safra da soja, a Arábia Saudita produz cerca de 5,0 milhões de toneladas ano.

Na região do estreito de Ormuz, entre o Irã e Arábia Saudita, que constantemente passa por conflitos, são movimentados mais cerca de 10,0 milhões de toneladas ano, desse fertilizante nessa área, o equivale mais ou menos 10% do uso global. Esses 15,0 milhões de toneladas no total de nitrogenados, correm um sério risco, caso ocorra algum conflito entre esses países, o que causaria uma pressão sobre os preços dos insumos muito grande.

Na atual cotação dos fertilizantes, o fosfatado está com preço mais baixo em dólar, dos últimos dez anos, um preço considerado como excelente de compra, esses valores são uma boa opção para quem costuma antecipar as compras para as próximas safras. Ficando ainda mais atrativo, após esses últimos acontecimentos que podem influenciar na suba dos custos até a próxima negociação.

Uma alternativa da aquisição antecipada, é por meio de derivativos, que são instrumento financeiro para proteger os preços do produto, que é uma forma de garantir o preço de compra no futuro antes de negociar o produto físico. Essa trava de preços é uma é uma operação financeira que se chama hedge, e que tem crescido bastante no Brasil e no exterior, mas seu acesso ainda é limitado, sendo mais acessível para médios e grandes produtores. Já que existe um volume mínimo de comercialização, pois isso essa operação ficaria inviável para um pequeno produtor.

A maior incerteza do mercado é sobre como vai ficar o valor do dólar no futuro, e caso os fertilizantes subam, isso deixaria as compras ainda mais caras.

 

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Conteúdo baseado na notícia “Fertilizantes podem ficar mais caros após ataque na Arábia Saudita” veiculada no site Canal Rural.

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