Carne suína: embarques do produto brasileiro somam 24,6 mil toneladas na segunda semana do mês

  • 20/09/2019
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  • Categoria(s): Mercado de Carnes |

exportações de carne

Se por um lado agosto foi um mês atípico nas médias de carne suína in natura embarcadas para fora do país, com um leve recuo das saídas pelo mar; por outro, setembro tem sinalizado a retomada no ritmo dos volumes embarcados.  Isto porque a média diária é 23,1% maior do que agosto, porém, é 2,7% menor que a média de igual período registrado em  2018.

As remessas de carne suína para fora do país, até a segunda semana do mês somaram 24,6 mil toneladas, com média de 2,5 mil toneladas por dia. Se comparado com  setembro de 2018, nota-se uma ligeira queda de 2,7%. Os dados são do Ministério da Economia, Indústria, Comércio Exterior e serviços, disponíveis para consulta.

Segundo o relatório,  na totalidade das exportações a soma corresponde a US$ 55,5 milhões até a segunda semana de setembro. O preço pago por tonelada  também registrou uma discreta alta de 1,2%, na comparação com agosto,  passando de US$ 2.243,20 na primeira semana para US$ 2255,92 na segunda semana.

Em se tratando a igual período do ano anterior  a valorização é de quase 30%, visto que no período eram pagos US$ 1.745,80 por tonelada embarcada.

Projeções USDA

Pela nova projeção, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevê que em 2020 as exportações de carne suína brasileira tenham alta de 15%, puxada pelo impacto da Peste Suína Africana (ASF) na China e em outras partes do mundo.

Atualmente, o Brasil desfruta de uma situação favorável, sendo o único país a fornecer carne suína para o mundo, sem grandes problemas sanitários. Tal vantagem custou ao Brasil ter dado passos significativos em direção ao status sanitário da indústria suína, com  o reconhecimento pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) de 17 estados como livre de febre aftosa com vacinação e o estado de Santa Catarina livre de febre aftosa sem vacinação.

Produção impulsionada

De acordo com o USDA a produção de suínos em 2020 também terá um salto de  3,5%, impulsionada pelas exportações recordes de suínos e pelo crescimento da demanda doméstica.

Tudo indica que os produtores de suínos devem enfrentar, provavelmente,  baixos custos de produção continuados no próximo ano . Sobre as exportações, os retornos devem continuar rendendo bem, devido ao impacto da Peste Suína Africana (PSA) na China e à propagação da doença na Europa. Não é à toa que grandes processadoras brasileiras já se preparam para atender à demanda mundial.

*Com informações Suinocultura Industrial

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