Destaques da Economia Brasileira e Internacional (de 13/09 a 19/09)

  • 20/09/2019
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  • Categoria(s): Notícias Agrí­colas |

Notícias agrícolas

Confira os acontecimentos que se destacaram no cenário econômico brasileiro e internacional durante essa semana: polêmica com possível congelamento do salário mínimo; balança comercial registrou déficit de US$ 552 milhões; acordo comercial com a Arábia Saudita para expansão das exportações de produtos do agronegócio brasileiro; preço do petróleo após o ataque a instalações petrolíferas da Arábia Saudita e dólar volta a ficar em alta...

Economia Brasileira

Com as contas públicas no vermelho há cinco anos e um rombo de cerca 139 bilhões estimado para 2019, a equipe econômica do atual governo apresentou, no início desta semana (16), a possibilidade de retirar da Constituição a obrigatoriedade de que o salário mínimo seja reajustado pela inflação.

Essa ideia gerou polêmica, mas acabou recuando nesta quinta-feira (19), o secretário especial adjunto de Fazenda do Ministério da Economia, esclareceu ontem que o governo não vai lançar nenhuma medida para congelar o valor do piso nacional durante os períodos de aperto fiscal.

Essa mudança no reajuste, poderia diminuir o poder de consumo das classes mais baixas e ampliar a desigualdade no Brasil.

A proposta de Orçamento para 2020 prevê aumento do salário mínimo dos atuais R$ 998 para R$ 1.039 a partir de janeiro do ano que vem, levando em conta a variação da inflação.

Balança comercial

De acordo com o levantamento do Ministério da Economia, Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgado, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, em seu relatório semanal, na segunda semana de setembro de 2019, a balança comercial registrou déficit de US$ 552 milhões e corrente de comércio de US$ 10,196 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 4,822 bilhões e importações de US$ 5,374 bilhões.

No mês, as exportações somam US$ 9,579 bilhões e as importações, US$ 8,647 bilhões, com saldo positivo de US$ 932 milhões e corrente de comércio de US$ 18,225 bilhões.

No ano, as exportações totalizam US$ 158,218 bilhões e as importações, US$ 125,742 bilhões, com saldo positivo de US$ 32,475 bilhões e corrente de comércio de US$ 283,960 bilhões.

Agronegócio

O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) anunciou na última quarta-feira (17) um acordo comercial com a Arábia Saudita para expansão das exportações de produtos do agronegócio brasileiro. A ministra Tereza Cristina se reuniu com representante da autoridade sanitária saudita, em Riade a capital do pais.

Foram autorizadas as exportações de castanha do Brasil, manga, uvas de mesa, goiaba, ovo em pó e albumina. Somados, os produtos representam um mercado potencial superior a US$ 2 bilhões.

Entre os produtos mais vendidos para os sauditas estão carne de frango (in natura), açúcar de cana (bruto), carne bovina (in natura), soja (grão e farelo), milho, açúcar refinado e café (solúvel e verde).

Em 2018, as exportações de produtos agropecuários para a Arábia Saudita renderam US$ 1,696 bilhão. Foram mais de 2,95 milhões de toneladas. A carne de frango representou 47,4% do valor vendido em 2018 para a Arábia Saudita (US$ 804 milhões e 486 mil toneladas).

Economia Internacional

O avanço recorde do preço do petróleo após o ataque com drones a instalações petrolíferas da Arábia Saudita (maior exportador de petróleo do mundo), no último sábado (14) não poderia ter chegado no pior momento para uma economia mundial, que já sofre uma desaceleração profunda.

Na segunda-feira os preços do petróleo dispararem quase 20%, com o brent (classificação de petróleo cru) apresentando o maior ganho em uma sessão desde a Guerra do Golfo em 1991.

A confiança de investidores e consumidores anda em baixa, em meio à guerra comercial entre Estados Unidos e China e uma desaceleração da demanda global.

Economias emergentes com déficits em conta corrente e fiscais, como Índia, África do Sul, entre outras, correm o risco de sofre grandes fugas de capital e valorização das moedas.

Por isso, especialistas avaliam que a alta do petróleo terá impacto muito mais recessivo na economia global do que inflacionário (ou seja, de repercussão para outros preços da economia).

No mercado de câmbio, o dólar comercial voltou a operar em alta nessa última quinta-feira (19/09) a R$ 4,1649 ante a semana anterior (13/09) que estava a R$ 4,0880.

 

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