China exclui soja e carne suína dos EUA de tarifas adicionais em gesto conciliatório

  • 16/09/2019
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  • Categoria(s): Notícias Agrí­colas |

China x EUA guerra tarifária

A China vai excluir alguns produtos agrícolas dos Estados Unidos da cobrança de tarifas adicionais, na tentativa de amenizar os conflitos comerciais da guerra tarifária entre as duas maiores economias do mundo. A China havia criado tarifas adicionais de 25% aos produtos agrícolas dos EUA, incluindo soja e carne de porco, em julho de 2018. Em 1º de setembro, o país aumentou as tarifas para soja em mais 5% e, para carne de porco, em mais 10%.

A China apoia empresas relevantes que compram hoje determinadas quantidades de soja, suínos e outros produtos agrícolas de acordo com os princípios do mercado e as regras da OMC”, disse a Xinhua, agência oficial, acrescentando que a Comissão de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado da China excluiria tarifas adicionais sobre esses itens.

O anúncio do ministério chinês das Finanças surgiu logo depois de Pequim e Washington terem informado que delegações de ambos os países vão voltar a reunir-se em outubro para discutir um novo acordo, que possa acabar de vez com as disputas comerciais que ameaçam a economia mundial.

A lista de produtos norte-americanos que serão isentos de taxas retaliatórias, a partir de 17 de outubro, e durante um ano, inclui 16 categorias: pesticidas, lubrificantes, produtos farmacêuticos ou graxa industrial.

Segundo informou a agência Reuters, Washington e Pequim fizeram gestos conciliatórios, em que configurou-se o seguinte: a China renovou compras de produtos agrícolas dos EUA e por sua vez, o presidente dos EUA, Donald Trump, adiou aumento de tarifas sobre certos produtos chineses.

Histórico

O surto de peste suína com origem na África, acabou reduzindo em um terço o rebanho de suínos da China, desde meados de 2018. Os preços da carne de porco no país foram elevados a níveis recordes, deixando a  China com necessidade de suprimentos a ponto de precisar de reposição do exterior.

Também é esperado que a China eleve consideravelmente as compras de soja, historicamente a moeda de exportação agrícola mais valiosa dos EUA. Convém lembrar, que o país asiático evitou comprar soja norte-americana desde que a guerra comercial começou no ano passado.

Empresas chinesas compraram pelo menos 10 carregamentos de soja nos EUA na quinta-feira (12/09), as compras mais significativas do país desde junho. O volume comprado foi negociando antes do anúncio ser feito.

Ainda esta semana, autoridades dos EUA e da China devem se reunir em Washington, antes das negociações entre os principais negociadores comerciais no início de outubro. O presidente Donald Trump disse na quinta-feira (12/09 ) que prefere um acordo comercial abrangente com a China, mas não descarta a possibilidade de um pacto provisório.

*Com informações da Reuters

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