Fogo na Floresta Amazônica: ministra da agricultura diz que não vê razões para que países imponham barreiras ao agronegócio brasileiro

  • 23/08/2019
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  • Categoria(s): Notícias Agrí­colas |

ElPaís

O mundo sabe que a preservação do meio ambiente no Brasil  foi peça chave para selar o pacto comercial entre a União Europeia e o Mercosul, no final de junho. É que na ocasião das negociações do acordo de livre comércio, o  governo francês de Emmanuel Macron exigiu como garantia do  presidente Jair Bolsonaro o compromisso pela biodiversidade. Agora, o que ninguém podia imaginar é que o fogo que está consumindo a vida na floresta amazônica  também pode acabar com o ‘interesse’ de outros países pelo agronegócio brasileiro.

Isto porque o verde da floresta vai dando lugar à paisagem cinza das queimadas como jamais se viu nos últimos cinco anos no Brasil.  Segundo, dados  do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que faz o acompanhamento da área por meio de imagens via  satélite , e que chegou a ser colocado em xeque pelo presidente  ao  questionar a veracidade dos relatórios,  o índice de  aumento das queimadas é de 83%  entre janeiro e o último dia 19, se comparado ao mesmo período de 2018, somando 72.843 focos de incêndios.

O fogo está se alastrando mesmo em áreas de proteção ambiental. Aldeias indígenas e áreas de conservação tiveram registros de 68 focos de incêndios, somente nesta semana, o que agrava ainda mais a situação, elevando a preocupação de entidades ambientalistas, lideranças políticas  e de tanta gente anônima, porém que luta pela preservação da vida na floresta.

Nesta sexta-feira (23), a  ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina chegou a alegar que não vê razões para eventuais barreiras impostas por outros países ao agronegócio brasileiro em decorrência das queimadas na Amazônia. Ela  deu a entender que as queimadas na região amazônica no período da seca existem tanto como em qualquer outras regiões do mundo, como na Europa e nos Estados Unidos, por exemplo.  

Para a ministra, os países precisam se informar sobre a situação antes de tomar qualquer medida mais drástica de retaliação ao Brasil, como já se cogitou.  

“Estamos vivendo uma seca grande que todo ano a Região Norte do país tem uma definição clara dessa estiagem, fica, às vezes, seis meses sem chuva. Este ano, está mais seco e as queimadas estão maiores. Acho que eles precisavam saber primeiro do Brasil o que está acontecendo antes de tomar qualquer tipo de medida...”, declarou.

A ministra acrescentou em sua fala que a preservação ambiental é uma preocupação do país e dos produtores rurais. “Existe hoje uma preocupação do mundo com o meio ambiente e o Brasil não está fora dessa preocupação. Os produtores rurais também têm essa preocupação, porque eles são os maiores prejudicados, principalmente aqueles que usam tecnologia. Acho que está na hora de a gente fazer o papel de bombeiro aqui e não colocar mais notícias alarmantes do que querem imputar ao nosso país e aos produtores brasileiros”, destacou.

*Com informações da Agência Brasil

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