Destaques da Economia Brasileira e Internacional (de 12/08 a 16/08)

  • 16/08/2019
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  • Categoria(s): Notícias Agrí­colas |

Notícias agrícolas

O Brasil registrou até o último domingo (11), um superávit de US$ 633 milhões no início de agosto no balanço entre exportações versus importações, os dados foram divulgados na segunda-feira (12) pela Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia (Secint/ME).

Economia Brasileira

As exportações nesse período, somaram US$ 6,114 bilhões, uma queda de 6,8% em comparação com agosto de 2018. Já as importações, totalizaram US$ 5,480 bilhões, uma queda de 4,1% na mesma comparação.

Até domingo (11), a balança comercial havia registrado um saldo positivo de US$ 29,108 bilhões, no acumulado de 2019. Mesmo com o saldo positivo no acumulado do ano, houve queda de 16,7% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o superávit atingiu US$ 34,958 bilhões.

Em 2018, a balança comercial chegou ao superávit de US$ 58,3 bilhões. Com isso, o saldo positivo, estabelecido principalmente pela exportação de produtos básicos, ficou 13% abaixo do de 2017.

O Banco Central estima um superávit da balança comercial de US$ 46 bilhões para este ano, com exportações em US$ 243 bilhões e importações no valor de US$ 197 bilhões.

A expectativa do mercado financeiro para o fechamento desse ano é de uma nova queda do saldo comercial. Segundo pesquisa realizada pelo Banco Central na semana passada, a previsão para 2019 é de um saldo positivo de US$ 52 bilhões nas transações comerciais do país com o exterior.

Agronegócio

Nesta quarta (14) o Ministério da Agricultura informou que as exportações do agronegócio do Brasil somaram US$ 9,2 bilhões em julho, uma queda de 3,4% comparado mesmo período do ano passado, após redução nos preços de commodities comercializadas pelo país, principalmente, a soja em grão, que no atual momento, está voltando a se valorizar. Confira aqui.

A desvalorização nas cotações da soja, o principal produto de exportação do Brasil, foi o fator mais importante para o recuo das receitas com as vendas em julho. Por outro lado, parte das perdas com a soja foram compensadas pelo milho, que bateu recorde de exportações no mês tanto em volume quanto em valor.

Entre os produtos com destaque na balança de julho, o Ministério também informou que o café registrou alta de mais de 100% nos embarques em meio a uma crise de baixos preços no mercado internacional.

Economia internacional

Durante a quinta-feira (15) ocorreu uma exceção em relação a moeda americana, sendo o mais comum acontecer que a bolsa caia e o dólar suba.  O Ibovespa, principal índice de ações da B3, fechou em queda de 1,20% aos 99.056 pontos, ao passo que o dólar recuou 1,24% para R$ 3,9903 na venda e R$ 3,9878 na compra.

A moeda americana já iniciou o dia em baixa cotação com a notícia de que o banco Central vai vender dólares no mercado a vista. A queda do dólar se intensificou no meio da tarde com a notícia que o banco central do México cortou a taxa básica de juros do país pela primeira vez depois de cinco anos.

O peso argentino também sofreu uma desvalorização nos últimos dias, caiu quase 30% após os resultados das eleições primárias no último domingo, e é natural um movimento de ajuste, segundo economistas.

Essa volatilidade do dólar não só aqui no Brasil, mas em toda a economia global, vem sendo causada principalmente, porque a “Guerra Comercial” dos Estados Unidos e China, está piorando e chegou a um ponto mais crítico ainda agora no mês de agosto, correndo sérios riscos de que possa se tornar também uma guerra cambial.

Por hora, este impasse está sendo bom para o Brasil, em função da maior demanda da China pelos produtos brasileiros, especialmente das commodities agrícolas como a soja. Mas se a economia da China acabar enfraquecendo nos próximos meses, por conta dessa briga das duas potências, há grandes chances do país asiático baixar a sua demanda pelo petróleo e minério de ferro brasileiro.

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