Tabela de frete: caminhoneiros e outras categorias esperam fechar ‘acordo coletivo’ com governo federal

  • 30/07/2019
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  • Categoria(s): Notícias Agrí­colas |

A portas fechadas com caminhoneiros, representantes de transportadoras e embarcadores, o  governo federal retomou, nesta terça-feira (30), as tratativas  para tentar um acordo sobre a tabela de frete mínimo do transporte de carga rodoviário. O primeiro dia de reuniões, segundo representantes, foi de apresentações das propostas.

Segundo os caminhoneiros, a resolução da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), suspensa no dia 22 de maio, só contemplava a previsão do custo mínimo para o frete, excluindo a remuneração do caminhoneiro autônomo pela carga transportada. A resolução suspensa determinava que o cálculo do piso mínimo passaria a considerar 11 categorias na metodologia, o que provocou o descontentamento geral.

 A decisão de continuar as tratativas, para evitar uma possível paralisação dos caminhoneiros, anunciada desde a semana passada, pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, repercutiu pelo país como atitude sensata.

Após o primeiro dia de negociações para tentar chegar a um consenso em torno da tabela de piso mínimo de frete, caminhoneiros, transportadoras e embarcadores demonstraram otimismo na construção de um ‘acordo coletivo’ entre as categorias.  

Nesta terça (30), a pauta foi marcada  pela apresentação das propostas para a correção de valores pagos pelo transporte de carga por parte dos caminhoneiros. Uma  nova rodada de negociações  deve acontecer até quarta-feira (31), e a expectativa do governo é que um acordo seja fechado até o final desta semana.

De acordo com o ministro, os acordos devem ser fechados com cada um dos segmentos, inclusive para resolver demandas pontuais de cada um deles. A proposta de consenso também prevê a revisão dos custos mínimos da tabela a cada seis meses e que os acordos tenham periodicidade de um ano.

Impressão sobre a reunião

Para o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga (Sinditac) de Ijuí (RS), Carlos Alberto Litti Dahmer, a ausência de duas  categorias na reunião não desqualifica o trabalho das outras. "A gente trabalhou esses dias todos em como seria a nossa projeção das 11 categorias, duas não vieram porque acham que o mercado ainda está colocando [o valor de frete correto], mas os demais apresentaram seus números", disse após a reunião. "A gente apresentou os número e estamos aguardando que venha o retorno do outro lado o mais breve possível para que a gente possa finalizar esse processo de negociação", acrescentou.

Sobre o fato das negociações durarem mais do que o esperado, Dahmer disse que a categoria está preparada, que a "bola" agora está com os outros segmentos e que a finalização das negociações vai depender do tempo de resposta de embarcadores e transportadoras. "É difícil de ver o interesse do outro lado. De nossa parte, estamos preparados para tudo, tanto para que [o processo] seja rápido, quanto para demorar um pouco mais", afirmou.

Fonte: Agência Brasil

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