Você sabia que dos 30,3 bilhões de litros de etanol que serão produzidos nesta safra, 1,4 bilhão será produzido a partir do milho?

  • 15/07/2019
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  • Categoria(s): Derivados de milho |

A produção total de etanol no país para a safra 2019/2020 deverá ser 4,2% menor do que a registrada na safra passada (33,1 bilhões de litros).  Apesar de ainda representar um percentual baixo, no comparativo com o total produzido,  a extração de etanol a partir do milho é vista como uma promissora opção de escoamento da produção brasileira, que é uma das maiores do mundo, e com um forte potencial de crescimento.

Em relação à cana-de-açúcar, a Conab prevê, no primeiro ciclo da safra 2019/2020, uma produção próxima a 616 milhões de toneladas, número 0,7% menor do que o registrado na safra anterior (620,4 milhões de toneladas).

Ainda de acordo com o órgão, a redução se deve à retração da área colhida – estimada em 8,38 milhões de hectares (área 2,4% menor do que a observada na safra 18/19).

A produção de etanol a partir do milho está cada vez mais relevante, tendo Mato Grosso como o maior celeiro do país, seguido por Goiás e Paraná.   O estado matogrossense busca no etanol a saída para reduzir gargalos econômicos e logísticos gerados por um excedente anual de 25 milhões de toneladas de milho – 27% da oferta brasileira.

Com 11 usinas, Mato Grosso é autossuficiente em álcool. Consome um terço do 1,4 bilhão de litros que oferta. Três das unidades existentes no Estado são flex e já produzem o biocombustível com o uso de cana-de-açúcar e milho.

“É um novo negócio. O Brasil tem a possibilidade de fazer etanol de milho e de cana. E, no futuro, teremos condições de fazer um etanol que chamamos de segunda geração, que é o etanol de biomassa.

Portanto, é um novo mercado que está se abrindo”, afirmou o coordenador-geral de Cana-de-Açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Cid Caldas.

Caldas, no entanto, frisa que nem todas as regiões do país terão condições de se beneficiar desse tipo de produção. “Não dá para dizer que se produzirá etanol de milho em todo o Brasil, porque isso depende de condições e de preços locais.

Mas é um nicho de mercado que está se criando, bastante promissor, e os investimentos que estão sendo feitos nessa indústria são bastante expressivos”, acrescentou.

Ele estima mais de R$ 5 bilhões em investimentos na produção de milho para a extração de etanol, ao longo dos próximos quatro ou cinco anos.

Produção do etanol a partir do cereal

Para que o  produtor decida produzir etanol a partir do milho ou da cana, existe uma série de variáveis que implicam na tomada de decisões. A principal delas é o preço, depois o rendimento e tempo quanto às etapas de produção.  

A Conab fez estudos comparativos apontando que uma tonelada de milho pode produzir até 420 litros de etanol. “É maior do que a cana, que é uma tonelada para 90 litros. Só que a cana produz muito mais por hectare", diz.

A conta inverte, porque enquanto a partir do cereal (milho) é possível produzir cerca de 2,5 mil litros de etanol por hectare, a partir da cana, passa de 6 mil litros de etanol por hectare.

Ainda segundo o Conab, há diferenças também durante as etapas de produção dentro das usinas. “O tempo de fermentação para produzir etanol de milho é maior do que para produzir a partir da cana. Com 10 ou 12 horas de fermentação da cana, já é possível extrair o etanol. No caso do milho, é necessário ultrapassar 30 ou 40 horas”.

Fonte: AEN

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