Exportações de carnes: embarques de aves e suínos em junho somam 449,8 mil toneladas

  • 12/07/2019
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  • Categoria(s): Mercado de carnes |

O mercado de aves e suínos começa a dar indícios de que tomou novo fôlego, após enfrentar períodos conturbados e de instabilidade nas exportações nos últimos dois anos. Em junho, o Brasil embarcou 81% a mais de carne suína e teve aumento de 64% nas exportações da carne de frango, se comparados ao mesmo período de 2018.

Os dados são da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), divulgados esta semana.  As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 63,6 mil toneladas em junho, contra 35 mil toneladas registradas no mesmo período do ano passado. Já as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e especializados) totalizaram 386,2 mil toneladas no mesmo período frente as 235,4 mil toneladas em 2018. 

No semestre, o desempenho setorial das exportações de frango alcançou alta de 11,4%, com 2,045 milhões de toneladas exportadas em 2019, contra 1,836 milhão de toneladas efetivadas no ano passado. Em receita, a alta chegou  a 14,9%. Nos seis primeiros meses deste ano foram realizados US$ 3,406 bilhões em vendas, contra US$ 2,964 bilhões em 2018.

Na suinocultura, no acumulado de janeiro a junho deste ano,  as vendas internacionais de carne suína brasileira totalizaram 346,6 mil toneladas, volume que supera em 24,5% o total embarcado no primeiro semestre de 2018, com 278,3 mil toneladas.  Em receita, o saldo semestral chegou a US$ 699,7 milhões, número 23,4% superior ao registrado em 2018, com US$ 567,2 milhões.

Reação em cadeia

Os analistas de mercado comentam que a melhora observada nas cadeias de suínos e aves nos últimos meses está bastante atrelada ao problema sanitário enfrentado pela China. Os casos de Peste Suína Africana (PSA) no país têm refletido na redução do rebanho de suínos e, por consequência,  na menor produção da proteína. O Brasil, que é um dos principais produtores e exportadores de carnes, tem se beneficiado desse contexto. Isto porque os chineses estão aumentando o volume de importações de carnes para poder suprir parte da queda na produção doméstica.

Vale a ressalva de que a carne suína é uma das proteínas mais consumidas na China, que tem uma população gigantesca, demandando um grande volume para abastecer o mercado local.

Cenário favorável

Por meio da assessoria de imprensa, o presidente da ABPA, Francisco Turra, comenta o cenário favorável às exportações brasileiras, ao se referir ao balanço da  carne de frango, cujo número é 64% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 235,4 mil toneladas.  

“Houve elevação nas compras de quase todos os grandes importadores, o que gerou uma corrente positiva de exportações.  O contexto internacional de alta demanda por proteína é sentido nos mais diversos mercados”, analisa Francisco Turra, presidente da ABPA.

Sobre as exportações de carne suína, a ABPA diz que a alta é ainda maior na receita cambial do mês.  No total, os embarques geraram divisas da ordem de US$ 137,7 milhões, saldo 111,9% superior em relação ao registrado no mesmo mês de 2018, com US$ 64,9 milhões.

“O preço médio das exportações em junho apresentou elevações tanto na comparação com o mesmo período do ano passado, quanto em relação à maio.  O mercado internacional aumentou a demanda por produtos, o que tem pressionado os preços médios da carne suína”, analisa  Turra.

A China, principal destino das exportações brasileiras, incrementou suas compras em 22,6% entre janeiro e junho deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, totalizando 257,9 mil toneladas, no que se refere às importações da carne de frango.

No entanto, para a carne suína, o incremento foi de 30,7% no período, com total de 91,2 mil toneladas no primeiro semestre. No mesmo período, a Rússia importou 26,1 mil toneladas (7,6% do total) - no mesmo período de 2018, as exportações estavam suspensas para este mercado. Na América do Sul, Uruguai e Chile foram destinos de, respectivamente, 21,2 mil toneladas (+17%) e 21 mil toneladas (+45%).  

Fonte: Assessoria Imprensa ABPA 

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