Texto interessante: ministra se refere ao acordo comercial entre Mercosul e UE como benéfico para agricultura brasileira

  • 02/07/2019
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  • Categoria(s): Notícias Agrí­colas |

“Confortável e de acordo com o que o Brasil e a agricultura brasileira queriam”, foi essa a frase usada pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, ao se referir ao texto do acordo de livre-comércio assinado entre os blocos do Mercosul e União Europeia (UE). A declaração foi feita logo após a ministra participar de evento na Confederação  da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília, nesta segunda-feira (01).

Segundo a ministra,  ‘o texto ficou interessante’ e o acordo será benéfico tanto para o Mercosul quanto para a União Europeia e deve ser aprovado pelo Congresso Nacional nos próximos dois anos. “Os impactos são, na grande maioria, benéficos ao Brasil, principalmente para a agricultura brasileira. Tivemos vários produtos que tiveram a alíquota reduzida a 0, e outros com reduções significativas. Isso destrava o Brasil e traz modernidade à nossa agricultura, com máquinas que podem vir, máquinas que ainda não temos”, destacou.

Tereza Cristina disse ainda que o pacto comercial entre os blocos trará benefícios também para os setores industrial, de serviços e de obras públicas.

Barreiras comerciais

A ministra  foi firme ao negar que as recentes autorizações para o uso de agrotóxicos, até então proibidos no Brasil, também possam resultar em mais barreiras comerciais contra o país. “O Brasil não ultrapassa nenhum dos limites de resíduos nas suas exportações. Assinamos e temos assinado protocolos internacionais que precisam ser cumpridos, e todos são cumpridos”, disse.  Em seguida, emendou : “Tem gente misturando assuntos que não se misturam e não se confundem”.

Tereza Cristina frisou que, muitas vezes, países europeus usam de questões ambientais como estratégia para garantir mercados. “Eles são muito protecionistas. Querem denegrir a imagem do Brasil no meio ambiente para fazer com que o comércio seja impedido. Não acredito que nossos produtos tenham algum tipo de problema. Pelo contrário: eles [produtos brasileiros] são cada vez mais consumidos no mundo. E a Europa precisa deles”.

E reiterou o argumento para derrubar qualquer barreira comercial enfatizando que o Brasil e Estados Unidos são os dois únicos países que podem suprir a falta de alimentos que teremos nos próximos 30 anos. “São as duas potências alimentares do mundo, e a Europa sabe disso”, acrescentou.

“Existem produtores franceses e irlandeses que querem essa reserva de mercado que o atraso deixou muito tempo para o Brasil. Mas acho que o Brasil foi lá, chutou o pênalti e fez o gol”, concluiu  a ministra.

Fonte: EBC

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