Tempo de espera diminui para fila de caminhões que aguardam descarregar safra recorde de milho na região oeste do Paraná

  • 25/06/2019
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  • Categoria(s): Notí­cias Populares |

Portal G1

Pelos campos “amarelo ouro” de espigas maduras, o maquinário está a todo vapor para a colheita recorde do milho safrinha,  em várias regiões do Paraná. No oeste do estado, onde 80% da safra já foi colhida,  a produção deve ultrapassar a estimativa de 4,6 milhões de toneladas do milho safrinha, neste ano.

Mas, a logística e armazenamento desta produção já começam a dar sinais de  dificuldades no escoamento de tantos grãos de milho safrinha, que promete ser recordista, tanto em volume quanto em valorização. Mesmo com caminhões na fila, produtores rurais  respiram aliviados e vibram com o fato do preço do milho estar com leve aumento, em plena colheita.

Além da carga de cereal, os agricultores precisam ter uma carga extra de paciência para descarregar o caminhão lotado. Segundo informações, o tempo médio da fila de espera dos caminhões despencou de 12 para seis horas. Há quem diga que os agricultores enfrentaram  quase um quilômetro de fila e a espera para dar vazão à carga chegou até dois dias.

Entretanto, essa informação não foi confirmada pelo encarregado operacional do entreposto da Coamo, em Toledo, Euclides Ferreira da Silva, em entrevista à equipe AFNews. “Os agricultores encostam pela manhã e no início da tarde já estão descarregando”, relatou.

A justificativa para a lentidão ao descarregar é a boa safra do grão no estado. São Pedro deu uma forcinha com o clima, mandou e fez parar a chuvarada na hora certa,  explicam os agricultores.

Sobre a  qualidade dos grãos, que chegam com umidade alta da lavoura e precisam passar pela secagem, Silva, da Coamo, diz que nos graneleiros da cooperativa tudo está dentro dos padrões de exportação (14%),  e as cargas chegam com variação entre 18 e 19%.

Modal Portuário

Pelo mar, o escoamento do milho safrinha também deve bater recordes no corredor de exportações do Porto de Paranaguá. Desde maio já se percebe um movimento atípico no pátio de triagem do Porto de Paranaguá, mas na última semana se intensificou, passou de três mil caminhões por dia. O volume é quase 67% maior que a média registrada, segundo a administração dos portos.

 “O salto em qualidade e também na eficiência do modal portuário, contribuíram significativamente para os avanços na janela de chegada das cargas”, avaliou o gerente geral da Cotriguaçu do Terminal Portuário, Rodrigo Buffara Farah Coelho.

Com a implantação do sistema da carga on line, que tem por finalidade facilitar o planejamento dos embarques de caminhões e vagões, de forma sincronizados com as condições de descarga, reduzindo o tempo de permanência no Porto ou em filas, também ajuda otimizar o tempo.

A atracação de navios no Porto de Paranaguá, já com os lotes à espera para o embarque, também agiliza todo o processo de escoamento da safra.

Ineditismo

Segundo Coelho, o milho safrinha tem se mostrado bastante atípico neste ano. O cenário inédito tendo como pano de fundo a quebra do maior player do mundo (EUA) provocou uma reação em cadeia puxando os preços para cima no mercado brasileiro, que neste momento, vive uma fase de fartura do campo. “Espera-se que o potencial nas exportações do milho atravesse o segundo semestre da mesma forma favorável que se manteve a soja”, compara.

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